LOGIN ASSINANTES REGISTAR   Visite a nossa página no facebook. Visite a nossa página no Instagram.
EDUCAÇÃO
ARTE & CULTURA
SAÚDE / BEM-ESTAR & BELEZA
MODA
PÁGINA SOLIDÁRIA
DESPORTO
VIAGENS
ECONOMIA & NEGÓCIOS
ECOLOGIA & SUSTENTABILIDADE
PERSONALIDADES
EVENTOS
SOBRE A REVISTA
EDIÇÃO ONLINE
ASSINATURAS
PARCEIROS
CONTACTOS
Educação Arte & Cultura Saúde / Bem-Estar & Beleza Moda Página Solidária Desporto Viagens Economia & Negócios Ecologia & Sustentabilidade Personalidades
LOGIN ASSINANTES REGISTAR   Visite a nossa página no facebook. Visite a nossa página no Instagram.
EDUCAÇÃO
ARTE & CULTURA
SAÚDE / BEM-ESTAR & BELEZA
MODA
PÁGINA SOLIDÁRIA
DESPORTO
VIAGENS
ECONOMIA & NEGÓCIOS
ECOLOGIA & SUSTENTABILIDADE
PERSONALIDADES
EVENTOS
SOBRE A REVISTA
EDIÇÃO ONLINE
ASSINATURAS
PARCEIROS
CONTACTOS
Educação Arte & Cultura Saúde / Bem-Estar & Beleza Moda Página Solidária Desporto Viagens Economia & Negócios Ecologia & Sustentabilidade Personalidades
24 de maio de 2019 LOGIN ASSINANTES REGISTAR   Visite a nossa página no facebook. Visite a nossa página no Instagram.
24 de maio de 2019  
Revista Mulher Africana
Denis Mukwege, o médico que defende as mulheres
O seu maior sonho é acabar com as violações na República Democrata do Congo, mas enquanto isso não acontece dedica-se, há 16 anos, a dar algum conforto a mulheres, jovens e até crianças violadas e mutiladas.

Publicado a 31 de agosto de 2015 por Mulher Africana


Num país permanentemente em guerra, a República Democrática do Congo (ex-Zaire), Denis Mukwege, médico ginecologista e obstetra, destaca-se como nenhum outro. Nos últimos 16 anos, tem-se dedicado a tratar mulheres, jovens e crianças violadas e mutiladas, sendo considerado um dos maiores especialistas mundiais nesta área.
Num país, onde se se estima que diariamente sejam violadas mil mulheres, Denis Mukwege não é apenas um médico, é também um activista dos direitos humanos que tem dado nas vistas pelo seu trabalho ímpar, tendo já ganho vários prémios, entre os quais: Africano do Ano em 2009, prémio Chirac para a Prevenção de Conflitos, em 2013, Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu, no ano passado, e Prémio Gulbenkian já este ano, concedido as instituições e pessoas que se distingam na defesa dos valores essenciais da condição humana.



O início da luta
Nascido em 1955, o desejo de ser médico surgiu quando, ainda criança, começou a acompanhar o pai, um pastor da Igreja Pentecostal, nas suas visitas aos doentes da comunidade. Mais tarde, já médico, decidiu especializar-se em ginecologia e obstetrícia depois de ver que as pacientes do Lemera Hospital não tinham cuidados suficientes quando davam à luz. Contudo, não imaginava ainda o cenário que iria encontrar durante a segunda guerra do Congo, um sem número de mulheres violadas e mutiladas com substâncias químicas ou alvejadas a tiro nos órgãos sexuais.

Foi em pleno conflito, mais propriamente em 1998, que começou a construção do Panzi Hospital, in Bukavu, numa região conhecida pela falta de cuidados de saúde básicos, e que viria a ser inaugurado um ano depois. Até hoje, Denis Mukwege e a sua equipa já salvaram mais de 40 mil mulheres, a maioria vitimas de violação perpetuada por milícias armadas, apesar da guerra já ter terminado em 2003. O hospital tornou-se uma referência mundial na reparação e tratamento das lesões provocadas por este género de agressão. Para o médico, “o corpo das mulheres foi transformado num campo de batalha", que ele e os seus colegas reconstroem. O ginecologista diz que as violações na República Democrata do Congo são a “maior monstruosidade do século” e nada têm a ver com sexo, mas com terrorismo e tortura de forma a instalar um clima de medo entre a população. Esta estratégia leva as pessoas a abandonar as aldeias, os seus campos e os seus bens e destrói famílias.




Tentativa de assassinato
Tanto para ele como para os membros da sua equipa não há nada pior derrota do que saber que ajudaram uma mulher violada e dez anos depois tratam a filha, que resultou dessa violação, pela mesma razão. Denis Mukwege defende a ideia de que nada vai mudar até que a igualdade de géneros seja aceite por todos. E isso só pode acontecer se as mentalidades se alterarem, um trabalho que tem de ser feito desde a mais tenra idade. É por isso, entre a gestão do Panzi Hospital e da Fundação com o mesmo nome, viaja pelo mundo todo à procura de apoios e alertando a comunidade internacional para este terrível problema. Mas no meio de tudo isso, ainda tem tempo para dois dias por semana continuar a praticar medicina, o que mais gosta de fazer. Convém frisar que além dos cuidados de saúde, a fundação concede assistência jurídica e psicológica às pacientes, tudo, na maioria dos casos, de forma gratuita.

Esta sua dedicação tem-lhe provocado muitos dissabores e ameaças, tendo sobrevivido a uma tentativa de assassinato em Outubro 2012, na sua própria casa, pouco depois de, num discurso das Nações Unidas, ter denunciado o horror que se vivia na República Democrata do Congo. O seu guarda-costas morreu e os seus filhos foram feitos reféns até ele voltar do hospital. Depois disso saiu do país, mas três meses depois regressou para continuar o combate às violações que tinha encetado e que já foi retratado em filme por um realizador e uma jornalista belgas. Mas mais do que herói no grande ecrã, Denis Mukwege é um herói bem real, que não tem medo de atacar o governo da República Democrata do Congo pela sua má gestão e pela falta de empenho em melhorar a vida da população de um território naturalmente rico, mas onde as pessoas vivem no limiar da pobreza. O povo congolês sonha vê-lo na presidência um dia, mas sobre isto nunca adiantou nada, nem mesmo quando recentemente veio a Portugal receber o Prémio Gulbenkian, que atribuiu à sua fundação 250 mil euros, quantia importante para manter o seu trabalho em prol da defesa dos direitos do sexo feminino.




Ampliar
Publicado a 31-8-2015 por Mulher Africana
OUTROS ARTIGOS DE INTERESSE NA CATEGORIA PERSONALIDADES
IW Portugal um encontro com Atitude
Women of Inspiration - Internacional TalkShow
22 de Outubro - Lisboa
Paulo Neto reeleito vice-presidente
Advogado português reeleito para a maior associação internacional de advocacia
George Clooney quer travar os senhores da guerra.
O actor norte-americano, um defensor acérrimo dos direitos humanos, quer descobrir e denunciar quem está a lucrar com a guerra e corrupção no continente africano.
Matias Damásio recebe Disco de Ouro em Portugal

Pub







ÚLTIMA EDIÇÃO
JÁ DISPONIVEL







Pub



MULHER AFRICANA

Sobre a Revista
Edição Online
Assinaturas
Parceiros
Contactos
ARTIGOS

 Educação
 Arte & Cultura
 Saúde
 Bem-Estar & Beleza
 Organizações Não Governamentais
 Desporto
 Viagens
 Economia & Negócios
 Ecologia & Sustentabilidade
 Personalidades
ASSINATURAS

Login Assinantes
Assinar Revista
ACERCA

 Política de Privacidade
 Termos & Condições
 Como Anunciar
 Mapa do site
CONTACTOS

PORTUGAL
Rua Eng. Ferreira Dias nr, 161 Sala 301
4100-247 Porto

ANGOLA
Editora / Sede
Avenida dos combatentes
Rua Manuel Van-dunen
Edificio 309 - Entrepiso
Luanda

Telefone
(+244) 222 721 245

Email
geral@revistamulherafricana.com
assinaturas@revistamulherafricana.com
comercial@revistamulherafricana.com

Directora Geral
Isabel Manique

isabel.manique@revistamulherafricana.com

Directora Marketing e Comunicação
Karina Martins

karina.martins@revistamulherafricana.com



Siga-nos nas Redes Sociais

Visite a nossa página no facebook.    Visite a nossa página no Instagram.

© 2019 Revista Mulher Africana - Todos os direitos reservados.
  Designed & Powered by

Mozzaic - Cloud Services - Serviços internet, que crescem com o seu negócio.