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Entrevista - Ercília Marisa Costa

Ercília Marisa Costa. Natural de N’Dalatando, província do kwanza norte. Residente em Haia, província de Zuid Holanda.

É uma pessoa muito humana, cristã, que tem a bondade como virtude principal, sempre disposta a fazer o bem. Esta mulher de 41 anos é formada em Horeca/ Hotelaria Master pela PME England. Trabalha para o estado Holandês na área social, e é professora de designer de bolos.

- Tudo começou quando, notei que muitas mulheres não faziam nada, mas tinham potencial para trabalharem por conta própria, então decidi criar este projeto. Destacado em transformar vidas de mulheres caseiras em donas dos próprios negócios.

E graças a Deus a nossa interação tem sido bastante positiva. Porem nem sempre fácil… Dadas as dificuldades, vividas por muitas delas, algumas têm um pequeno medo em juntar-se por complexo de inferioridade, então o meu dever é mostrar que todas somos poderosas, todas iguais munidas de uma força interior que vem de Deus… E que as vezes só é preciso que apareça alguém para avivar a força de vontade. E dai, elas achegam- se com muito amor e força de vencer.

E como tudo acontece?

- Começo sempre com uma frase motivacional bíblica extraída do livro de Romanos 8:24. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que nele crê (Deus) e então elas vêm, confiam e avançam.

Ecomo tem sido nesta fase, com a pandemia?

- Deixamos tudo nas mãos de Deus, não tem sido fácil… E ai voltamos aos Romanos 8:24. Se soubermos esperar no senhor tudo correrá bem.

O que é que a motiva?

- Que motiva é o alimento espiritual que tenho.A bíblia ensina-nos que devemos, amar ao próximo como a nós mesmo. Então sigo á riscas os ensinamentos de Jesus Cristo, para amar e ajudar todas estas mulheres.

Sem vendas e sem lucros, sobrevivem?

- Neste momento ainda está tudo sobre controlo, mas não sei como será daqui a algum tempo se a pandemia não passar de imediato. Espero um milagre divino para estas mulheres.

Este anjo na terra que já formou cerca de 400 mulheres que hoje empreendem de forma independente e alguns homens. È mãe de varias mães por ajuda-las a renascer das cinzas e conhecer o seu real valor.

Apesar de não receber qualquer apoio institucional, ela espera que venha algum apoio, para estender a ajuda para mais pessoas, apesar de já ter batido algumas portas e não terem sido abertas. De forma solidaria alimenta cerca de 80 pessoas com duas refeições semanais.

- Existem muitas pessoas que vivem em abrigos, e são muitos solitários, foi então que decidi oferecer um pequeno-almoço e um jantar reforçado.

E quando sente saudades da sua Angola, escuta músicas folclóricas e come banana assada.

- Quero agradecer a todas mulheres que me deram a oportunidade, de as ajudar e a todas que formaram-se na nossa escola, á minha mãe, pelo apoio com os espaços, e ao meu esposo o meu porto seguro, que me tem dado forças para continuar. Nga sakidila.

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