• Blog Post 1

O impacto do luto na Autoestima e no Autocuidado da mulher

O luto não atinge apenas o coração: ele reverbera no corpo, na mente e na forma como nos enxergamos. Para muitas mulheres, atravessar uma perda significa também sentir um abalo profundo na autoestima e no cuidado consigo mesmas.

Há quem se olhe no espelho e já não reconheça a própria imagem. O cansaço, as lágrimas, a falta de vontade de se arrumar ou de se alimentar bem podem se tornar parte da rotina. É como se a dor ocupasse todos os espaços, deixando o “cuidar de si” em segundo plano.

🌙 Quando o luto toca a autoestima

- Sentir-se menos confiante ou incapaz de retomar a vida.
- Perder a conexão com a própria identidade, como se tudo estivesse ligado à pessoa que partiu.
- Duvidar da própria força, mesmo tendo sobrevivido a tantos desafios.

“O luto não é algo de que se ‘recupera’, mas algo com que se aprende a viver e integrar à própria vida.” — William Worden

Salmos 34:18“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”

 

🌱 O autocuidado no caminho do luto

Cuidar de si, em tempos de dor, não é um luxo — é sobrevivência.
- Pequenos rituais de cuidado (um banho demorado, uma caminhada, escrever em um diário) ajudam a lembrar que o corpo e a mente precisam de atenção.
- Reconhecer que descansar não é fraqueza, mas parte do processo de cura.
- Aceitar apoio — seja emocional, espiritual ou prático — pode ser uma forma de se acolher também.

Apocalipse 21:4 — “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima.”

🌿 O autocuidado é também espiritual — um espaço onde Deus cura o corpo e a alma com ternura.

✍️ Reflexão Pessoal

  1. Como tenho me sentido em relação a mim mesma desde a perda?

R: Após tantos anos já me sinto bem comigo mesma. Mas na altura me senti perdida e culpada, o que é normal porque sempre vamos achar que podíamos fazer mais do que aquilo que foi feito, so que não é assim e o tempo não recua.

  1. 2.       O que mudou na forma como me enxergo?

R: Em meio ao luto, senti-me uma vítima. O sentimento de fracasso por não ter conseguido salvar meu Pai, e de reviver essa mesma impotência ao perder minha Mãe, e depois tantos outros familiares e amigos, era avassalador.

  1. 3.       Quais pequenos gestos de cuidado ainda consigo praticar, mesmo nos dias mais difíceis?

R: Escrever, ultimamente, tem sido uma tarefa difícil. Exige que eu reflita sobre aquilo que a minha mente insiste em esquecer, e é aí que surge o bloqueio. Contudo, percebo que é fundamental superar essas barreiras para iniciar o processo de cura.

  1. 4.       Há algo que posso experimentar (uma rotina simples, um hábito novo) para me fortalecer aos poucos?

R: Meu conselho para quem busca força é um só: meditar na Palavra de Deus. É a ferramenta mais poderosa para o fortalecimento pessoal.

  1. 5.       Como gostaria de me olhar daqui a alguns meses — o que desejo reencontrar em mim?

R: Meu desejo é reencontrar o sorriso mais sincero que eu costumava ter, antes de conhecer tamanha dor.

✨ Palavra final

O luto pode abalar profundamente a mulher, mas não define quem ela é. A dor da perda faz parte da caminhada, mas também pode ser o solo fértil para uma nova relação consigo mesma: mais compassiva, mais paciente e, aos poucos, mais fortalecida.

 

Com carinho

Valquíria




 
https://www.instagram.com/val.vb24?igsh=aXpqYWVvbDh3cHh6

ARTIGOS RELACIONADOS





Nem todo silencio é saudável

Por Elizandra Santos – Especialista em Desenvolvimento Humano e Potencialidade Comportamental.

Ler Artigo