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Aos 48 do segundo tempo, Bento perdeu o título… mas não perdeu quem ele é.

Aos 48 minutos do segundo tempo...

 

Com a taça nas mãos, as mãos que falham condenam a alma.

 

Como conseguir absorver a culpa de Bento após uma falha que tira do Al-Nassr o título contra o seu maior rival?

 

Não existe absorção psíquica se o atleta não tiver consciência sobre o que significam culpa e responsabilidade.

 

A culpa está sempre atrelada à “intenção de...”, e eu tenho certeza do que direi agora:

 

“Bento não quis deixar a bola ultrapassar a linha do seu gol.”

 

Portanto, ele não é culpado pelo ocorrido, pelo gol que tira do Al-Nassr o título neste momento.

 

Mas isso não o exclui da responsabilidade pela falha e pelo gol sofrido.

 

A diferença é que, na responsabilidade, enfrentamos a situação de frente, sabendo que somos seres imperfeitos, que o erro nos acompanha e é traiçoeiro, aparecendo inesperadamente no pior momento possível.

 

Esse exemplo nos traz a possibilidade de analisarmos o quanto, de forma simplista e injusta, condenamos atletas por seus erros, desde as equipes de base até os profissionais de alto rendimento.

 

Por isso, tenho a convicção de concluir esta reflexão dizendo que todo atleta deve cuidar da sua saúde mental, do seu autoconhecimento, da sua autoconsciência e das formas como escolhe colocar essas escolhas no mundo.

 

Siga firme, Bento. Você foi responsável, não culpado.

 

Prepare-se para o próximo desafio, para o próximo confronto, para o próximo jogo.

 

Você é sensacional.

 

Anderson do Prado - Pinduca

Psicanalista e Profissional do Esporte

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